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Muito além do peso (Crianças conscientes)

Publicado por em 28 mar, 2017 em Destaques, Na tela | 0 comentários

Muito além do peso (Crianças conscientes)

A discussão é atual, a situação é emergente. É imprescindível que pais e educadores não só assistam ao documentário, mas abram suas cabeças e olhem com cuidado para as atitudes. Que assumam o quanto são responsáveis pelas crianças e dêem esse exemplo.

O documentário Muito além do peso, de 2012, trata da obesidade infantil, por meio de histórias reais e da opinião de especialistas sobre o tema. Uma vez que são 24% de crianças acima do peso no mundo e 33,5% no Brasil, a discussão sobre a obesidade na infância é de caráter emergencial para a manutenção da saúde humana.

A má alimentação e o sedentarismo vêm escorados um ao outro, como firmes alicerces do sobrepeso. Ambos são frutos da educação que as crianças têm em casa e na escola, somada às campanhas publicitárias abusivas, que tem como foco o público infantil.

Quando isso tudo começou? Mais uma vez a Segunda Guerra surge como um divisor de águas na história humana. Assim como foi responsável pelo início do uso de agrotóxicos nas plantações, foi somente após o conflito que a utilização de produtos processados se intensificou. As mesmas indústrias de guerra que encontraram na agricultura um mercado para os insumos químicos viram na alimentação uma porta aberta para a comida industrializada.

Com isso, surgem os imensos apelos para o consumo desses produtos, por meio de incansáveis referências à praticidade, ao sucesso e ao bem-estar da população. Hoje, o apelo continua e a publicidade infantil não encontra limites. Segundo o sociólogo e filósofo Alejandro Casillo Unna, o Mc Donald’s é a empresa que mais vende brinquedos hoje no mundo.

De acordo com a pediatra Ana Maria da Rosa, os pais nunca deveriam levar seus filhos a esse tipo de restaurante. Esses mesmos estabelecimentos substituem o termo açúcar por carboidrato em sua tabela nutricional que, quando é lida, o foco é sempre o número de calorias. Mas o endocrinologista Walmir Coutinho revela: calorias são diferentes de um alimento para o outro e seu valor é relativo. Esse depende dos tipos de substâncias encontradas no produto, como é o caso de açúcares dos refrigerantes e sucos industrializados, extremamente prejudiciais à saúde.

Os dados de Muito além do peso são alarmantes. O brasileiro consome em média 51 quilos de açúcar por ano, enquanto que 56% dos bebês tomam refrigerantes antes de completar o primeiro ano de vida. Os problemas de saúde acarretados pelo excesso dessas “calorias vazias” são evidentes. Crianças de dez anos sofrem como idosos de 60 com falta de ar, sono e cansaço excessivos, colesterol e pressão alta, depressão, stress, diabetes, câncer e doenças cardíacas, causa do maior número de mortes no mundo.

Quando o assunto é o sedentarismo, mais uma vez a tecnologia aparece como vilã para a atual geração. A maioria das crianças de hoje passa grande parte do tempo em seus tablets, celulares e computadores, deixando de lado as atividades físicas.

Casa versus escola

O exemplo vem de casa, mas a escola muitas vezes não contribui. Uma das entrevistadas afirma que o filho toma refrigerante todo dia, mas é na escola. A maioria das crianças também afirmou trocar a água pela Coca-Cola e algumas trocam até objetos pessoais por salgadinhos com seus colegas, já que os pais não os deixam levar esse tipo de lanche para o recreio.

A situação é crítica, as consequências são extremamente drásticas a curto e longo prazo, por conta das patologias geradas no corpo e na mente do indivíduo. Muitas crianças acabam tendo dificuldades de interação social por conta do sobrepeso.

Muito além do peso alerta para repensarmos certas questões, como a publicidade infantil e a educação nutricional nas escolas. As atitudes dos pais, tios e avós também são fundamentais. O amor e o cuidado com as crianças exigem esforço, limites e orientação. É preciso lembrar que deixar um mundo melhor para as crianças é deixar crianças mais conscientes. 

Muito além do peso, de 2012, tem direção de Estela Renner e foi produzido pela Maria Farinha Filmes, com patrocínio do Instituto Alana. O filme está disponível no Youtube, no link abaixo. Então chama a família toda para assistir e entender mais essa questão!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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