Pages Menu
FacebookTwitterInstagramInstagram
Categories Menu

Comida, diversão e arte

Publicado por em 5 abr, 2015 em Destaques, Por aí | 0 comentários

Comida, diversão e arte

No último domingo (29) à tarde, o Mercado Municipal de Pinheiros recebeu mais uma edição do evento O Mercado, dessa vez com o tema Dia da Mentira. Os amantes da cozinha e, principalmente, de comida, passaram o dia ao som do DJ Liberato e do DJ Kbça. Na parte de baixo do local, também havia um espaço para as crianças, um parquinho sustentável, projetado pelo Erê Lab.

Checho Gonzales é um dos organizadores do evento, juntamente com Henrique Fogaça e a produtora Lira Yuri. De acordo com Checho, o evento “fala de ocupar o espaço público e de resgatar a comida em si como uma coisa simples do dia-a-dia”.

“Não acredito nessa diferença de alta gastronomia. Existe comida ruim e comida boa” (Checho Gonzales)

Quanto à sustentabilidade, confessa, “a gente tem uma preocupação que está tentando estender aos outros, mas é um trabalho demorado. Eu acredito que a ação vem de cada um de nós. Na minha Comedoria, quase todas as embalagens são biodegradáveis. Eu só faço comida com produtos vendidos aqui no próprio mercado, isso é sustentabilidade”, dá o exemplo. O próximo passo, segundo Checho, é trabalhar a gestão de lixo da feira gastronômica.

Crédito: Vanessa Cancian

Entrevista com Checho Gonzales

 

De acordo com Checho, o próximo foco da organização é levar o evento para outras partes da cidade, possibilitando que o discurso da boa gastronomia se fortaleça ainda mais.

A jornalista Vanessa Cancian, que esteve pela primeira vez no evento, achou a oportunidade ótima, “o Mercado proporciona esse tipo de coisa, porque tem uma diversidade de sabores, de menus. Eu acho que é uma forma de celebrar a comida de rua e mostrar que ela pode ser feita de vários jeitos, não só a ‘gourmetizada’, mas também a que é acessível a todo mundo”, comenta Vanessa.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Existe horta em SP

Além das barracas dos 25 participantes, o evento contou com oficina de produção de vasos de temperos. A oficina de produção de vasos de temperos para pais e filhos foi ministrada pela Carol Ramos, jornalista e membro do Muda SP, movimento urbano de agroecologia. A intenção da oficina é aproximar as famílias do cultivo caseiro do alimento sem agrotóxico.

Carol conta que ficou bem surpresa no decorrer da atividade, pois muitas crianças já sabiam os nomes dos temperos. Já os adultos que estiveram presentes, ficaram animados com a ideia de cultivar em casa ou, em alguns casos, de voltar a exercer essa prática.

Vanessa também participou da oficina, que considera super importante, “a gente precisa ser mais autosuficiente e, quando a gente aprende a plantar, a gente vê que é possível ter essa troca, saber de onde vem o alimento e para onde vai, para que as coisas sejam mais cíclicas, mais sustentáveis.”

“Eu acho que as pessoas estão muito sensibilizadas com essas questões hoje em dia, estão sentindo falta de produzir, conhecer melhor a natureza e a terra. Acho que estão despertando para esses assuntos e percebendo que elas são coprodutoras de uma situação, que não podem mais ficar anestesiadas e esperar que os outros decidam por elas”, finaliza Carol Ramos.

Para a atividade, ela teve o auxílio de Adriano Barbosa, do projeto Horta di Gueto, que promove mutirões para a implanração de hortas em áreas vazias de comunidades carentes da capital.

O Horta di Gueto busca “usar áreas voláteis para produzir o alimento, para aproximar também o morador urbano do campo, porque muitas vezes ninguém nem conhece o que está comendo”, explica Adriano.

Crédito: Vanessa Cancian

Acompanhe a página do evento no Facebook para saber das próximas edições. E venha participar desse evento viciante!

 

 

Deixe uma resposta