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“Não é de comida, é de Gastronomia”

Publicado por em 13 mar, 2013 em Por aí, Uncategorized | 1 comentário

Por Ana Laura Mosquera

 “É triste esperar na fila quando o que eu realmente queria era estar lá dentro, ajudando desde a montagem das barracas até a preparação dos pratos. Mas a essa hora já deve estar tudo pronto. O tempero que falta é exatamente essa ansiedade das pessoas do lado de fora. Formamos todos uma fila quase desnecessária, só pelo fato de nos sentirmos espectadores do espetáculo que estava por começar… só pelo desejo de experimentar aquelas comidas e de aplaudir nossos ídolos de boca cheia. Mas o que mais me surpreende mesmo no momento é a variedade de gente que tem aqui. Apesar de comer ser gosto e ter sabor universal, cria-se certo estereótipo para o tipo apreciador da arte gastronômica. E então me enxergo fora dele, sobretudo pelas minhas roupas. Há dois dias uso a mesma calça, bota, bolsa e casaco de inverno a tiracolo, ainda que o sol esteja a pino (os portões abrem ao meio-dia). Nessa jornada paulistana, fui de exposição de arte a cinema cultural. Se eu me encaixar em algum tipo nessa história toda, penso que é em um só: no estilo camaleão.”

E eis que me lembro do texto escrito, porém não terminado nem publicado na época. A história é sobre a espera na fila de uma edição um pouco antiga da Feira Gastronômica O Mercado, que aconteceu no dia 23 de setembro do ano passado, no Mercado Municipal de Pinheiros. E só fui ressuscitar o que escrevi depois de tanto tempo por causa da novidade que surgiu sobre o evento.

No próximo domingo (17), a feira vai virar festival gastronômico e ao invés de acontecer nos mercados municipais da capital será no Modelódromo do Ibirapuera. O festival vai do meio-dia às oito horas da noite e, além da venda de comidas e bebidas com preços até quinze reais, contará com manifestações artísticas, musicais, venda de produtos orgânicos e artesanais e espaço para piquenique. O evento, agora chamado O Mercado Festival Gastronômico das Estações, terá quatro edições especiais ao longo do ano. Com organização dos chefs Checho Gonzales, Henrique Fogaça e da produtora cultural Lira Yuri, o evento agora conta também com o apoio do administrador das feiras livres e mercados municipais José Roberto Graziano.

o mercado

Sobre meu texto inacabado, termino rapidamente agora. O Festival era muito mais do que eu, inocentemente, imaginava lá fora. Aos poucos, mais e mais pessoas se amontoavam nas filas e barracas dos chefs para apreciar os pratos gourmets de grandes chefs por preços menores do que nos restaurantes. Doces, salgados, bebidas. A vibração era muito boa naquele lugar, por mais lotado que ficasse com o passar das horas. Eram comentários culinários por todo o lado e, apesar do sol quente na cabeça, as pessoas estavam realmente empenhadas em comer bem e diferente. E foi assim que me despedi da feira para não perder a carona de volta pra Bauru. Feliz pela experiência, mas empenhada em comer sempre mais!

A frase do título foi roubada de outro espectador da fila e acredito que traduza o que é e sempre será O Mercado. Um evento para se comer bem, mas sobretudo para comer diferente!

Para saber mais sobre o evento, é só acessar a página do Facebook:

O Mercado Festival Gastronômico das Estações

1 comentário

  1. Que lindo Ana! Realmente acredito que o próximo evento vá ser ainda mais cheio de gente querendo compartilhar não apenas os sabores da comida, mas a energia boa que são eventos que proporcionam encontro de gente de todos os tipos, compartilhando vida de verdade.

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